o paradoxo de fermi

O paradoxo é uma figura de pensamento em que tanto a afirmação quanto a negação de um dado evento são falsas e verdadeiras ao mesmo tempo. Entre esses, está este: para você ser completamente feliz, você não pode ser completamente feliz, já que a própria ideia de felicidade implica no próprio motivo para alcançá-la. Poeticamente, seria como um sonho que, depois de realizado, a sua realização não eliminasse o próprio fascínio do sonho; ou como a dizer para a pessoa amada: eu te amo tanto, tanto, que mesmo quando estou com você eu sinto saudades de você. Este, agora, é do saudoso Millor Fernandes: se toda regra tem exceção, deve haver por aí alguma regra sem exceção.

No caso do paradoxo de Fermi, a referência é à possibilidade/probabilidade de viagem no tempo. Ou seja, se a viagem no tempo vai ser possível algum dia no futuro, ela já é possível e já estaria/está ocorrendo agora no presente; daí a pergunta de Fermi: onde estão eles?

Várias respostas são possíveis à objeção de Fermi, e a que me parece insofismável eu encontrei outro dia, “por acaso”, na Internet; alguém que perguntou: 95% dos oceanos estão inexplorados; então como é que você pode afirmar que sereias não existem?

Confesso que pela primeira vez na vida minha mente questionadora ficou sem conseguir alguma objeção. De modo que extrapolei a questão para o próprio universo: se xxxx% do universo estão inexplorados, como é que você pode afirmar o mesmo sobre a existência ou não de vida extraterrestre? Quem quiser que se habilite; eu não consigo. Tenho (quase) dito.

 

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