hipérbole

A hipérbole é um exagero na linguagem, exagero necessário à expressão de algum pensamento que ficaria aquém do que se pretendia. Quer dizer: exagerar é preciso; viver, também.

Esse truísmo verbal decorre da tal pandemia que deixou, felizmente, de se tornar um pandemônio (deixou…?…!). Quer dizer: não! Pelo menos quando era apenas uma epidemia. Já, pandemia… Quando se trocou o prefixo “epi”, perto, por “pan”, geral, universal, a coisa ficou do capeta, um pandemônio, termo criado pelo poeta inglês John Milton, no poema Paraíso Perdido, para designar a indesejável confusão entre pessoas e coisas etc.

Mas o texto vem a propósito de que a tal “-demia” chegou aos poucos e, crescendo, deixou todos loucos (nem todos, creio). Ninguém tinha experiência direta e concreta com o que veio, viu e não vai vencer. Entre a desexperiência e a desesperança há um caminho que jamais vai ser vencido. E a esperança é de que esta experiência sirva para lidar com as outras “demias” que sempre estão a surgir.

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