alternativas

Pra quem não sabe, o substantivo alternativa deriva de “alter”, outro em latim. Daí ser redundante dizer “outra alternativa”. Por outro lado, “única alternativa” é contrassenso, pois, se única, não é outra e, se outra, não é única. Daí propormos a seguinte proposição:

contrassenso:

só eu – única alternativa

 

redundância:

só tu – outra alternativa

 

bom-senso:

só nós – ambas alternativas

Operação lava o quê?

O que me traz hoje aqui é o interesse meramente linguístico da designação que atribuíram à famosa operação que precipitou a atual configuração política do País. Não vou discutir a importância dos aspectos morfossintáticos aí implícitos, já que o pragmatismo das premências midiáticas amiúde precisa (?) passar ao largo de tais preocupações. Explicitamente: o desconhecimento de regras gramaticais não pode servir de freio ao andamento dos acontecimentos; não pode nem deve, obviamente.

Mas feliz ou infelizmente as coisas aconteceram do jeito que aconteceram. O julgamento da história terá o seu dizer. Dito isso, vamos ao que nos interessa: como designar e, por conseguinte, grafar a tal operação de gênese curitibana?

Ao que consta, a tal designação decorreu do fato de que a investigação em pauta se referia a um posto de gasolina que oferecia serviços de lavagem de carro “a jato”. A grafia original do tal serviço deveria ser, e não sabemos se o foi, “lava a jato”, desde que a locução adverbial “a jato” se refere ao modo de lavar. Observe-se ainda que “a jato” deixa implícito se se trata de jato de ar, de água, de areia, etc., e, ao que tudo indica, sempre se refere a jato de água. Note-se também que o substantivo, substituído pelo verbo, poderia ser lavagem, pintura, secagem, etc.

Finalizando esta quase-catarse, a grafia correta deve(ria) ser “lava a jato”, quer dizer: Operação Lava a Jato. Alea jacta est.

o erro os (p)uniu

Todos os grandes cientistas cometeram erros. Einstein, Newton, Etc., Etc. E Etcétera… Et coetera. É claro: erram humanos! E depois comeram os erros que cometeram. E os digeriram. E então cagaram pérolas. E as atiraram a todos os poucos que conseguiram vê-las, com ou sem velas, e comê-las. É claro: esses eram parcos, não porcos. Por isso, atire suas pérolas aos porcos, porque, se as comerem, podem passar mal e morrer de indigestão intelectual.

Enfim e em fim: todo erro é perdoável; menos este mesmo. kkk

Em tempo: pérolas, aqui, obviamente, óbvia mente, espero, não em sentido irônico, meramente arquitetônico.

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